<![CDATA[Portal Calypso - Analisando]]>Sun, 03 Jan 2016 06:27:30 -0200Weebly<![CDATA[Um espetáculo que ninguém quer assistir]]>Sat, 10 Oct 2015 12:00:03 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/um-espetaculo-que-ninguem-quer-assistir
 
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(Foto: reprodução/divulgação)
"Teresina foi a gota d'água": apodero-me das poucas palavras do ex-empresário da Banda Calypso, Cláudio Melo, para expressar o que, para mim, foi o ápice de toda a novela que estamos acompanhando desde agosto, quando Joelma e Chimbinha anunciaram separação conjugal.

O acontecido em Teresina foi o auge de um espetáculo que ninguém quer assistir, nem mesmo se fosse free e open bar. O show de horrores protagonizado por aquelas cenas que podem até ser indescritíveis aguçou ainda mais uma situação que extrapolou, há um tempo, os limites do bom senso, da compostura e, com certeza, daquilo que chamamos de profissionalismo.

Como disse no artigo anterior a este nesta coluna, no caso Joelma x Chimbinha é claramente visível que existe um lado favorecido pelas emoções e pela convenção social de se fragilizar com uma parte debilitada diante de um repúdio moral pelas atitudes da outra parte, e esta parte sem direito nenhum de resposta em meio a um público que também é seu. Sim, Joelma se utiliza do poder que tem nas mãos com o microfone e Chimbinha, retrai-se diante de seu próprio público, que vem deixando muito a desejar em termos de racionalidade. É, mas já sabemos que brasileiro é realmente um povo impulsivo.

O fato era que nenhuma mídia deveria estar tão presente numa discussão que era para restringir-se às famosas quatro paredes. Mas, foram os próprios Joelma e Chimbinha quem deram uma proporção devidamente larga à exposição de sua vida íntima que não tem como os meios midiáticos não interferirem com tamanha presença numa vida que deixou de ser muito pessoal para tornar-se extremamente pública.

Não vou defender Joelma, nem quero tomar parte de Chimbinha. Contudo, os recentes acontecimentos tiram de Joelma qualquer tipo de brilhantismo ou ideais de pensamento que ela tanto gostava de profanar no microfone. Para mim, ela perdeu. Perdeu bastante, não só comigo, mas com muitos fãs (pelo menos aqueles que conseguem enxergar a questão com o mínimo de racionalidade). Nesse quesito, não tenho nenhum repúdio a ser feito com as declarações de Sônia Abraão: eu assino embaixo e reproduzo seu discurso com veemência, porque toda a verdade dita pela apresentadora merece ser exposta. (Assista ao vídeo logo abaixo)
Inicialmente, Joelma deveria retratar-se com a cidade de Teresina e com todos os fãs que pagaram para assistir àquela situação medíocre ao qual, não somente os fãs foram tratados como palhaços, mas como também toda a equipe contratante e todos que foram ali para assistir a um show da Banda Calypso (título que Joelma nem mais profana) e não a uma briga declarada de casal. Será que nunca ouviu dizer que "os problemas de casa a gente deixa em casa"? Como disse Sônia, aquilo foi "de uma indignidade profissional que nunca vi igual" e "o que ela faz passou dos limites. Ela manipulou os fãs com esse teatrinho de quinta".

O que mais me frustra é ver os comentários de certos fãs nas redes sociais. A total falta de compreensão racional da situação é controlada por um emocional efervescente que parece até que Joelma é mãe de todos eles. Acho até que existem fãs que amam mais a Joelma do que a seus pais ou parentes ou qualquer ente querido. Façam-me um favor: amem mais a si mesmos. Não, não quero entrar aqui numa discussão a respeito do que um ídolo pode tornar-se para um fã, mas vamos conter as emoções um pouco e parar de ser tolos a ponto de idealizar uma pessoa como qualquer outra em pedestais de mármore expostos em uma espécie de museu.

A questão que gostaria de deixar clara aqui é a minha indignação diante de Joelma e dos fãs que parecem renegar uma figura de suma importância para a história da Banda Calypso: Chimbinha. Receber vaiais indevidas por uma atitude infantil e totalmente descontrolada de Joelma é, no mínimo, ingratidão e falta de reconhecimento real dos fatos, fora tudo que ele vem passando depois que Joelma começou uma sessão de jogo psicológico, até mesmo em rede nacional. Ele estava e está, para mim (e para Sônia), com a razão. Joelma a perdeu a partir do momento que percebeu que poderia jogar todos a seu favor num jogo dramático que só cabe a ela. Ninguém precisava saber das intimidades. Poderíamos solidarizar com a loira desde o início e dar ponto a quem merece, mas diante de atitudes tão escrupulosas fica muito difícil aguentar isso. E outra: vir a público justificando-se que sua atitude foi medo por Chimbinha agredi-la em meio a tanta gente é muita falta de senso ou um famoso "tapar o sol com a peneira" que só sendo muito ingênuo para acreditar nessa dita "transparência". Mas, sim, os fãs podem esperar 4 músicas para ver uma visão tão deprimente como a vista quando Joelma, então, entrou no palco.

Mais uma vez: falta de profissionalismo. Se fosse um game, posso dizer que Joelma perdeu muitos pontos. Fica difícil acreditar num rumo para seu trabalho diante da postura de uma artista que se consagrou ao longo de 16 anos e que, de repente, age como se não houvesse um amanhã no qual ela ainda precisa de sua imagem para compor o seu trabalho. Pelo que eu estou vendo, obviamente, fãs ela terá de sobra. Mas, prefiro preservar minha dignidade e minha racionalidade para tentar enxergar a pessoa por detrás da imagem bonitinha da artista.

Banda Calypso? Ah... essa daí parece ter sido esquecida completamente por Joelma. Acabou, literalmente. Nem isso ela preserva, mesmo tendo concordado em continuar com a banda até dezembro. Ela nem profana o nome de sua própria banda mais. Que ingratidão é essa? Que repúdio é esse? Ela nem está cuspindo no prato que comeu, mas está quebrando o próprio prato que construiu. Isso é repugnante.

Fica difícil, pelo menos para mim, continuar fã de alguém que se mostrou ao Brasil dessa forma. Destruiu um longo caminho que, como bem sabemos, não foi nada fácil. Que a verdade seja sempre dita e sempre mostrada. Eu não sou obrigado a assistir a esse showzinho, nem pago, nem gratuito. Receio apenas pelos fãs de Teresina, que mereciam um retratação muito maior que apenas palavras emitidas por aquilo que assessorias chamam de "nota".

Por favor, não me convidem para esse espetáculo. É um espetáculo que nem eu, nem ninguém quer assistir.
Vinícius Rodrigues É estudante de Arquitetura e Urbanismo, fascinado pelos estudos, leitura e escrita. Idealizador do Portal Calypso. Música boa não tem limite, principalmente tratando-se de Calypso. Filmes e séries são paixões complementares.
Blog pessoal: Indeed
Instagram: vini.srodrigues
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<![CDATA[Dois lados de uma mesma moeda]]>Sat, 05 Sep 2015 14:26:14 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/dois-lados-de-uma-mesma-moeda
 
Picture(Foto: reprodução/divulgação)
     Eu confesso que não iria escrever sobre a vida conjugal de Joelma e Chimbinha aqui nesta coluna. Tudo bem que, de certo modo, a vida a dois do ex-casal está diretamente ligada à trajetória da Banda Calypso. A ligação existe e não pode ser mascarada.

    Contudo, os recentes acontecimentos relacionados a essa história de separação, término da banda, carreira solo da Joelma e tudo que está vindo de brinde me deram motivo para escrever este artigo.

    Inicialmente, é bom salientar que a Banda Calypso tem como pilares o casal Joelma e Chimbinha. Não foi somente a loira ou não foi somente o guitarrista quem ergueu o grupo, mas a união entre ambos que deram visibilidade e construíram o nome do grupo no cenário musical brasileiro. É importante ressaltar isso porque para muitos fãs só existe Joelma sobre os palcos por onde a Calypso passa; para outros poucos, Chimbinha é quem leva o grupo. Não. E digo até mais: o conjunto de todos os profissionais envolvidos é quem realmente leva a Calypso aos números que já conhecemos. Isso parece tão clichê, mas para muitos é motivo de cegueira.

    Com a separação de Joelma e Chimbinha, uma onda de boatos e comentários se alastraram nas redes sociais como se fosse a maior avalanche atingindo uma determinada população. Tenhamos calma, acima de tudo. Os "nervos à flor da pele", como diz o popular, não faz nem com que interpretemos o que nós mesmo imaginamos. Logo, deixemos o fervor de lado e pensemos com cautela.

    O que temos visto em comentários cada vez mais aleatórios pelas redes sociais e mídias relacionadas à Banda Calypso são pronúncias de fãs que nunca enxergaram a banda em sua totalidade. Falar "amo esse casal" em um dia e no outro "Esse Chimbinha é um Zé! Força, Joelma, estou contigo!" é, no mínimo, um ato hipócrita. Ou falta de senso de realidade.

    Essa profusão de ódio ao Chimbinha e de proteção eterna à Joelma vem de cabeças facilmente manipuladas. De início, precisamos lembrar que a vida particular pertence a eles e que não temos nenhuma confirmação dos boatos que ainda tentam justificar a separação dos dois, como se em algum momento isso precisasse ser dito à legião de fãs. Joelma, Chimbinha ou qualquer integrante da assessoria de comunicação não informou se o real motivo da separação teria sido traição por parte do guitarrista. Dessa forma, devemos ter, no mínimo, compostura e senso de realidade antes de sair profanando inverdades não sabendo sequer o que ocorreu. Temos um fato, apenas, mas não temos argumentos.

    Contudo, é necessário que embasemos a opinião a partir do que vem ocorrendo nos últimos dias: a fúria de Joelma com a possível traição está deixando de ser apenas um provável motivo de separação para ser um caso público de total falta de controle que, sinceramente, para ter inexistido desde o anúncio do término do casamento. Exemplos não nos faltam da visibilidade e do aumento que o próprio casal ocasionou com a exposição e debates conjugais no palco do "Programa da Sabrina", no último sábado.

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(Foto: reprodução/UOL)
    Sim! O "Programa da Sabrina" foi um exemplo de desconforto e constrangimento em rede nacional. Acredito que em momentos como tais a privacidade deva prevalecer. Contudo, o que estamos assistindo no conforto do sofá de nossas casas é a uma exibição pública do quão insuportáveis parecem ter ficado os bastidores da Banda Calypso. Eu, enquanto fã, me senti constrangido com toda a situação que Joelma e Chimbinha se auto propuseram no palco de Sabrina. Independente da imagem de artistas, ambos deveriam ter pensado bem antes de se submeterem a tamanha exposição de uma vida íntima.

    E aí entra outro fator que estamos vendo nos últimos dias: a falta de profissionalismo de Joelma. Ah, antes de mais nada, não me venham com argumentos como "falar é fácil porque não aconteceu com você" ou "não foi você quem foi traído", porque isso não é justificativa para que a falta de educação e o porte profissional sejam deixados de lado.

    Convenhamos que Joelma e Chimbinha escolheram continuar com os compromissos da banda até dezembro, mesmo em processo de separação, uma escolha talvez forçada por conta dos contratos já fechados com empresário e contratantes. Logo, por vontade própria ou não, estão embutidos nessa escolha todo o profissionalismo e a ética profissional que ambos devem ter para saber lidar com a presença mútua um do outro no palco, nos bastidores e em qualquer pauta que for de responsabilidade dos mesmos.

    Contudo, o que estamos vendo (e sendo levados a acreditar) é um lado que se utiliza da fragilidade exposta publicamente por um possível ato de traição a ponto de soltar (in)diretas ao ex-marido, detentora da voz por se utilizar do microfone como meio de comunicação, e um outro lado, o do agressor, o acusado, sem poder de fala ou de qualquer método que possa minimizar qualquer indício de erro dentro de um relacionamento que parece ter milhões de julgadores, vários em cada lugar deste país.

    Vamos parar com todo esse teatro. Fãs que preferem diminuir a imagem de Chimbinha e resguardar a imagem de Joelma (ou vice-versa) são os mesmos fãs que, provavelmente, escrevem "Calypson" em publicações aleatórias nas redes sociais. Vamos enxergar os fatos da maneira que eles são: não se tem provas de uma traição, Joelma vem sendo totalmente deselegante em compromissos que envolvem o nome da banda e Chimbinha, crucificado sem nenhum direito a resposta.

    Quero que fique claro que não estou defendendo Chimbinha e muito menos atirando pedras em Joelma. Como disse, nenhum de nós, enquanto fãs, sabe o que realmente levou à separação do casal. Contudo, frases e comportamentos vindos de Joelma fazem disso meros artifícios para querer ganhar o apoio de uma massa dita emocionada e fragilizada com uma questão que não cabe a ninguém, exceto a Joelma e a Chimbinha.

    Nunca fui de assistir a programas que retratam a vida dos famosos em backstage, mas devo concordar com Sônia Abrão quando a mesma falou que fica difícil defender Joelma (mesmo salvaguardado todo o drama por trás de uma possível traição) quando ela demonstra atitudes de falta de educação e de profissionalismo em vídeos como o da campanha ao Teleton, divulgado essa semana nas redes sociais. Ou eventos como indiretas jogadas no refrão de "A lua me traiu" em shows Brasil afora.

A Banda Calypso também está apoiando o #TeletonBrasil, que acontece nos dias 23 e 24 de outubro. Confira aí o recadinho que a Joelma e o Chimbinha mandaram para você: #SomosTodosTeleton #Teleton2015 #SBTdoBem #FazeroBem

Posted by Teleton Brasil on Terça, 1 de setembro de 2015
     A humilhação e o constrangimento viraram protagonistas de uma cena de novela que não deveria ter tantos espectadores. O que estamos vendo acontecer com a Calypso são os dois lados de uma mesma moeda, mas nessa aposta parece que não haverá vencedores. Nem de cara, nem com coroa.
Vinícius Rodrigues É estudante de Arquitetura e Urbanismo, fascinado pelos estudos, leitura e escrita. Idealizador do Portal Calypso. Música boa não tem limite, principalmente tratando-se de Calypso. Filmes e séries são paixões complementares.
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<![CDATA[Romeu sem Julieta]]>Sat, 22 Aug 2015 16:54:40 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/romeu-sem-julieta
 
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    Foi só eu clamar, e eis que a bendita nota de esclarecimento veio! Pareceu dejavú. Ou, no mínimo, estava profetizando o que ocorreria dias após. O fato é que empurramos tanto os malditos boatos da Fabíola Reipert, que ela vomitou toda a verdade em cada um de nós.

    Sim! Se temos que dar o braço a torcer, que sejamos humildes sempre: a Reipert estava certa. Joelma e Chimbinha vinham enfrentando uma crise no casamento e acabaram anunciando o fim do relacionamento de 18 anos.

    Foi um choque. Talvez, lá no fundo, cada fã esperasse uma confirmação daquilo. Mas nunca queremos acreditar. Demoramos, às vezes, a querer aceitar o peso da realidade que nos cerca. Joelma e Chimbinha haviam mudado sobre os palcos. O fato, no entanto, sempre merecia ser esquecido por cada um daqueles olhares que, atentamente, não perdiam nenhum rodopio da loira e nenhum acorde da guitarra.

    O choque não foi parcelado. Em uma nota breve e direta, a assessoria da banda afirmou ao Brasil que um dos casais mais sólidos da música brasileira não estava mais junto. "É mentira!", pensei no mesmo instante. Por eleição do destino, quem sabe, não entrei na internet naquele dia. Fiquei sabendo da "novidade" quando questionado por um amigo se Joelma e Chimbinha haviam se separado. "Oi?", respondi. Expliquei sobre os boatos e logo acrescentei à minha fala: "mas acredito que tudo não passa de boatos".

    Mas a contra-argumentação do meu amigo vinha calcada em fatos reais. Vinha traduzida em uma única imagem: um print da nota divulgada pela assessoria. O balde de água fria tocou todo meu corpo, mas mesmo que a temperatura da água estivesse muito baixa, anestesiado eu permaneci por alguns minutos.

    Quem é fã da banda e segue-a, independentemente do tempo, sabe bem que a vida do casal sempre foi bem preservada e, mesmo admitindo que havia brigas, Joelma e Chimbinha sempre passaram a imagem sólida de uma das mais bem sucedidas uniões no mundo da música. A parceria vem dando certo há 15 anos. Filhos? Três: Yago, Yasmin e a Banda Calypso.

    Muitas questões passam em minha mente neste momento, que sinto ainda não assimilar completamente. Mas, a grande pergunta que fica é: o que será da parceria extraconjugal a partir de agora? Eu não consigo olhar para o palco da Banda Calypso e ver uma Joelma desvinculada de um Chimbinha. Não dá! É incompatível, entende? Espero que entenda.

    Diz a assessoria que o casal seguirá cumprindo a agenda da banda. "Até quando?", questiono-me. Sinto que desta vez o fardo que carregamos com os boatos do término da Banda Calypso possa também vir a se tornar realidade. Isso eu vou deixar para assimilar depois. Espero que nunca precise.

    O fato é que estamos no meio de um Chimbinha sem Joelma, provavelmente personagens de uma história de terror. Ou, como diria a música, estamos diante de um Romeu sem Julieta...
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<![CDATA[Os boatos que sempre se prolongam]]>Sun, 16 Aug 2015 15:12:25 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/os-boatos-que-sempre-se-prolongam
 
Picture(Foto: divulgação/reprodução)
    Hey, calypseiros!

    A coluna de hoje vem tratar dos últimos boatos que rodeiam como corvos a cabeça da Banda Calypso. Na verdade, as cabeças que podem estar pegando fogo são as de Joelma e Chimbinha. O fato é que desde o final do mês passado, o casal vem sendo alvo da Fabíola (malévola) Reipert, uma jornalista que conseguiu fama a partir de sua imagem repudiada por vários artistas.

    Acontece que a dita jornalista vem pronunciando em sua página na internet que o casal líder da Banda Calypso estaria em processo de separação. Os boatos tomaram força quando Chimbinha foi visto sem aliança em um show da banda e os fãs relataram que a dinâmica e a interação entre o guitarrista e Joelma não estava boa em cima do palco.

    Para alimentar ainda mais a argumentação de Reipert, Joelma concedeu uma tarde de autógrafos em Belém sem a participação de Chimbinha. Para Fabíola, esse foi mais um indício que o casal realmente não estaria mais junto. A jornalista também divulga que Joelma e Chimbinha já tinham afirmado a pessoas próximas que estavam separados.

    O fato é que os boatos sempre se prolongam. E o que fazer quando isso acontece? Na verdade, o que não se deve fazer é o que Joelma e Chimbinha, e a sua dita assessoria, fazem: não emitem nenhum comunicado oficial a respeito.

    Podemos notar que nas diversas fofocas que Joelma, Chimbinha e a banda já estiveram envolvidos, só muito tempo depois é que o casal vem tomar nota pública para explicar os boatos e qualquer mal entendido. Acontece que, entre os boatos e as explicações, passa-se muito tempo, que poderia ser usado para diminuir qualquer tipo de problema e evitar o desgaste ou a ruína da imagem da própria banda.

    O fato é que, até o momento, nenhuma declaração oficial sobre esses boatos foi dada. Apenas um pequeno período, formado por orações, determinando uma frase, foi elaborado pela assessoria dizendo que tudo não passava de boatos e que o casal seguia firme junto, preocupado na divulgação do novo DVD da banda.

    Mas existe coisa aí. Os fãs precisam, no mínimo, de uma explicação para ficar a par do que acontece com seus ídolos. Sabemos que o casal pode estar passando por uma crise matrimonial, fato que se aguçou após uma homenagem pública feita por Marcos Mion sobre a participação da banda no seu programa, "Legendários". Na nota pública, Mion declarava força ao casal amado e que, assim como quaisquer pessoas em relacionamentos, brigas e crises sempre ocorriam.

    As mídias sociais da Banda Calypso melhoraram bastante nos últimos anos. Não tem nem comparação. Contudo, acredito que como bons poupadores de confusão, o casal deveria preparar melhor sua equipe ou exigir da mesma um trabalho digno que preserve sua imagem e evite escândalos envolvendo o nome da banda e os seus próprios nomes.

    Ficamos, ainda, no aguardo de uma nota pública a respeito desses boatos. Afinal, só deixarão de ser boatos quando os próprios falarem. Enquanto isso, somos alimentados por almas como a da Fabíola Reipert.

Vinícius Rodrigues É estudante de Arquitetura e Urbanismo, fascinado pelos estudos, leitura e escrita. Idealizador do Portal Calypso. Música boa não tem limite, principalmente tratando-se de Calypso. Filmes e séries são paixões complementares.
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<![CDATA[Um DVD debutante]]>Sat, 04 Jul 2015 15:22:55 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/um-dvd-debutante
 
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    Foram exatos 30 dias. Desde que cliquei apressadamente no link "Comprar agora" até o momento que o porteiro do meu prédio me entregara um pacote, pouco maior que uma folha A4, a ansiedade era única para que eu pudesse ter o novo DVD da Banda Calypso.    Acompanhar as notícias em rede e até mesmo escrever e publicar sobre o trabalho da banda com certeza não é semelhante quando se vê tudo que foi feito nos últimos meses. Demorou um pouco a chegar às lojas e isso é fato. Não podia deixar de lembrar a longa espera que todos nós, fãs da banda, tivemos que passar para conferir o DVD em Angola. Por alguns instantes achei que a novela iria se repetir. Mas, graças a Deus, não foram tantos meses assim.

      O fato é que o DVD "Banda Calypso - 15 anos", como a banda preferiu intitular, é um DVD debutante. Ele chega prometendo uma festa de 15 anos que muitos fãs puderam conferir de perto na gravação de novembro de 2014 direto de Belém, no Pará.

Repertório

    Um dos meus grandes medos nos últimos tempos com relação aos trabalhos da Banda Calypso está aqui: o repertório. É fato para todos nós que a banda elaborava bem melhor sua playlist, tanto em trabalhos, quanto em shows, antigamente. Hoje em dia, aquela famosinha divisão bem feita de blocos se mistura e tudo vira uma verdadeira salada.

    Contudo, o DVD de 15 anos trouxe uma divisão aceitável e músicas-surpresas que fizeram dele um trabalho muito bem aceito. Finalmente o grupo voltou a abrir um DVD com faixas em ritmo calipso e isso me deixou bastante animado quando soube da playlist preparada para ele.
PicturePrimeiro bloco do DVD, ainda ao entardecer (Foto: divulgação)
    A abertura já anuncia o arroio que Joelma e Chimbinha dariam para a comemoração de 15 anos em terras paraenses. Com uma mescla de cores vibrantes, os bailarinos entoam as primeiras batidas do show do DVD.

    É visível que começar o DVD com "Vamos ficar de bem" foi a cartada mais certa de Joelma e Chimbinha nesse trabalho. A música deu certo! E eu me orgulho disso. Não via uma faixa estourar tanto como essa estourou nos últimos trabalhos da banda. E ela brindou os 15 anos logo de cara, em um bloco que a banda acertou de mão cheia, completando com a inesquecível e memorável "Passe de Mágica", a clássica "Dançando Calypso" e a meiga "Meu novo amor".

    Uma coisa me preocupava: o fato de terem regravado duas vezes e em momentos totalmente distintos o primeiro bloco. A passagem do dia para a noite, com certeza, viria em alguma parte do show, mas deixo para comentar a edição no item propício.

    Após um primeiro bloco que soube mesclar bem o antigo e o novo, deparamo-nos com um meio bloco de 3 músicas dançantes, que poderiam ter sido encaixadas em outro momento ou até mesmo ter formado um bloco com mais músicas. "Vibrações" e "Na  batidinha da Calypso" vieram como as novidades em meio a "Vem Balançar", canção que, mesmo sem ser muito fã, ficou legal no contexto e agradou a muitos fãs, que há muito pediam a canção em um DVD da banda. Pedido ouvido!

    Em seguida, lidamos com o bloco romântico que, para mim, foi uma das maiores surpresas dentre as músicas escolhidas para se brindar os 15 anos da banda. Na verdade, a sensação que eu tenho é que o DVD foi produzido com o intuito de se comemorar 15 anos, mas que a festa ainda tinha sido muito maior quando a banda completou 10 anos. O bloco romântico comprova isso. Iniciando com um pout-pourri que poderia ter vindo no meio do bloco ou até mesmo no final, eu senti em meio a uma confusão de faixas. Joelma não se posicionou favoravelmente no palco durante a execução de "Fórmula Mágica / Dois Corações" e deixou espaços ilegíveis enquanto não tirava os olhos da TV.

    Isso, na verdade, deu-se por conta do posicionamento das câmeras para o palco. Não havia câmeras instaladas nas passarelas laterais e isso prejudicou bastante algumas captações da imagem do show. Assim sendo, Joelma aparece com um lindo vestido vermelho de calda preta em "Fórmula Mágica" e enquanto retorna para o centro do palco, por falta de câmeras bem instaladas, retira a calda sem ao menos presenciarmos a cena de maneira adequada em "Dois Corações". E ela atrasa a retirada do vestido.

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Joelma em mais um truque de retirar peças do figurino. (Foto: divulgação)
    A minha surpresa maior veio por conta da entrada de "Objeto de desejo" como faixa para ser encenada. Por isso reforço minha sensação de que a banda festejou mesmo os 10 anos, mas não debutou como deveria nesse DVD intitulado para 15 anos. Tantas outras canções a serem encenadas, tantas faixas bonitas para se colocar em um bloco romântico (a banda tem investido em canções românticas nos últimos três anos) e preferem resgatar uma música que já foi encenada em um DVD anterior. Apesar de não gostar muito da canção, ela me convence. E acho que a menina que grita logo no início também está convencida da música.

    "A saudade bateu" é uma das minhas queridinhas, mas Joelma novamente fica em um posicionamento ruim durante sua execução e é visível a chatiação de Chimbinha com o fato de a loira passar toda a música em uma das passarelas laterais do palco. Sim: ele vai até lá buscá-la, num rosto nítido de descontentamento.

    Outra surpresa fica por conta de "Doce Mel". Acho que todos nós concordamos que essa daí é uma das faixas polêmicas que divide literalmente a opinião dos calypseiros. Assim como "Objeto de desejo", a faixa é desnecessária. Muitas outras poderiam ter sido trabalhadas ou até mesmo vindas em outros pout-pourris. Acredito que para trabalhos que exigem um resgate da história da banda, os pout-pourris vêm a acalhar muito bem, assim como a banda fez no DVD de 10 anos. Obviamente, se não queriam uma proporção como daquele DVD, poderiam ter trabalhado com, no máximo, uns três pout-pourris. Acredito que muitas outras músicas românticas poderiam ter sido trabalhadas e dariam uma carinha melhor a esse bloco romântico.

    "Como eu te amei", "Minha vida não é vida sem você" e o pout-pourri "Unção sem limites / Buscar Tua face é preciso", para mim, aliviam certa bagunça do bloco. A participação da Calcinha Preta foi muito positiva (apesar de erros de edição, a serem comentados posteriormente), assim como a belíssima canção com o Daniel. A participação de Ludmila Ferber, no entato, é arrebatadora. A escolha dessas canções foi um grande acerto realizado pelo grupo e sua execução foi muito bem elaborada, com um arranjo incrível e que garante um dos ápices mais emocionantes do DVD.
PictureBloco homenageia artistas locais. (Foto: divulgação)
    Assim como o bloco de "Vibrações", "Gritar de Amor", "Esperando por você" e "Chama Guerreira" unem-se em um bloco destinado a homenagear o ritmo do Norte do país. Com um dos mais belos figurinos do DVD, Joelma retorna ao palco meio séria, mas levanta o público com essas músicas que vieram como uma grande surpresa no trabalho.

    Acertaram em cheio! "Gritar de amor" foi um resgate muito bem feito porque há tempos os fãs pediam para a banda trabalhar essa música, e a trouxeram do fundo do baú. O mesmo se aplica à "Esperando por você", uma das melhores músicas dançantes da história da banda. "Chama Guerreira", por sua vez, brinda uma homenagem ao Amazonas com a participação de Edilson Santana e David Assayag.

    Com mais um trio de faixas, Joelma traz o carimbó para o corpo e Chimbinha, para a guitarra. A faixa "Lero Lero", até então desconhecida pela maioria do público da Calypso, tornou-se uma das queridinhas dos fãs. E confesso: ela é ótima. Abriu bem um bloco destinado ao carimbó, algo inédito na história dos DVDs do grupo. Pela primeira vez pudemos contar com um bloco de carimbó de músicas diferenciadas. Claro, se relembrarmos o DVD de Manaus vamos ver um pout-pourri com 3 faixas, mas desta vez elas foram consagradas com maior tempo e dedicação. Destaquemos a participação da carismática Lia Sophia, que trouxe músicas próprias para dividir o microfone e a dança com Joelma. Além disso, para fechar o bloco, Chimbinha convida os mestres da guitarrada em um pout-pourri regional somente instrumental. Homenagens devidamente bem merecidas!

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Joelma e Chimbinha no ato final do DVD. (Foto: reprodução)
    Antes de assistir ao DVD, imaginei coisas diferentes do que já tinha lido e visto pela internet sobre esse trabalho da banda. Um exemplo foi que o grupo trouxe um bloco inteiro dedicado ao Pará, com participações regionais e músicas locais. Logo pensei: "vish, acho que não vou gostar desse bloco". Imaginava que a banda traria aquelas velhas canções nortistas, muito regionais, que poderiam não cair no gosto do público.

    Engano total. Devo confessar que aplaudo de pé a escolha das faixas que a banda realizou para homenagear o ritmo calipso, trazendo músicas belíssimas. Vou repetir porque preciso repetir: belíssimas. Joelma e Chimbinha arrebentaram quando trouxeram "Por não ter o seu olhar", "Agora eu não sei" e "Não me deixe só" encabeçando as primeiras músicas desse bloco que homenageia e conta a história do ritmo "que deu nome a esta banda", como profana Joelma antes de dar início ao bloco. Devo admitir que queimei a língua. Ou pelo menos o pensamento. "Não me deixe só", para mim, é o grande ápice do bloco e a mais bela canção que o casal trouxe para o DVD, que me surpreendeu bastante. Completando o bloco, trouxeram "A Cura", "Gererê" e "Vem meu amor (Xa Na Na)", todas, exceto "Por não ter o seu olhar", com participações especiais.

    Para finalizar o DVD, a sensação que tive na composição dessa última parte foi que precisavam correr para terminar e aí a banda elabora dois pout-pourris de músicas grandiosas, mas sem a devida atenção dada: o resgate de "Beija flor" e "Gringo lindo" foi mais uma carta de sucesso, além de "Vendaval" que dispensa comentários. A surpresa fica por conta de "Se Quebrou", que termina o show com os famosos agradecimentos de Joelma.

    Em suma, o repertório foi muito bem elaborado. O DVD não decepciona nesse quesito. Pelo contrário: se sai muito bem. Com certeza, foi um repertório que soube bem mostrar as variedades dos ritmos que a Calypso toca e focou principalmente no ritmo mais contagiante que a banda tem a oferecer, o calipso. Com certeza, nesse ponto, o DVD é um dos melhores dos últimos trabalhos realizados pelo grupo.

Estrutura e cenário

PictureCenário e estrutura se apropriaram da paisagem natural de Belém. (Foto: Portal Calypso)
    O relógio era da Banda Calypso. Tomando partido do marco do Centro de Belém, a estrutura do palco da Banda Calypso tornou-se um diferencial, não somente neste trabalho do grupo, como também de todos os anteriores.

    Marcado pelo relógio, o palco traz como plano de fundo o lindo rio e a paisagem natural do litoral paraense. A estrutura do palco, que se pensava ser em 360º, na verdade abria-se em três passarelas, sendo uma central e as outras duas laterais. A cenografia de Zé Carratu procurou retratar elementos da cultura regional e, para isso, encheu o palco com artigos que lembram o regionalismo, como os vasos de barro espalhados pelo cenário. Duas piscinas laterais destacam a cultura pesqueira da região e suas populações ribeirinhas. Um encanto!

    Apesar de todo esse aparato, confesso que o palco é confuso. E ficou ainda mais confuso na organização do público e sua disposição pelas beiras do palco. As duas passarelas laterais não ficaram boas, porque distanciaram o público delas de Joelma (que foi muito pouco para lá) e estavam escondidas por entre as piscinas colocadas na frente do palco. Uma possível melhora teria sido trazer as passarelas laterais na diagonal do palco, na frente, e deixar as piscinas nas laterais ao fundo, possibilitando Joelma ser vista melhor por quem estava nas laterais e uma melhor captura de imagem.

    Além disso, os elementos no palco, devido à grande quantidade, deixaram uma imagem um tanto poluída, onde nos perdemos no olhar e não conseguimos uma boa assimilação do conteúdo. A iluminação, no entanto, não é deficitária, apesar de que quando anoitece percebemos muito pouco do que tem atrás, principalmente a banda, que se torna escondida na escuridão. No entanto, com certeza foi o palco mais lindo e bem elaborado que já pudemos ver em um trabalho da Banda Calypso.

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Palco do DVD à noite. (Foto: Portal Calypso)

Edição

    Outro ponto que sempre me deixa tenso com relação aos trabalhos da banda é a edição. Vimos uns últimos trabalhos - principalmente os DVDs em Angola e no Distrito Federal - um tanto quanto decepcionantes nesse quesito.

    É claro e evidente que todo trabalho, de qualquer artista, passa por edições. A edição de voz é unânime. Nesse trabalho, a edição de voz foi bem superior aos últimos DVDs da banda, porque finalmente deram mais eco à voz de Joelma e deram voz ao público, coisa que não ouvimos no DVD de Ceilândia ou ouvimos totalmente superficial no DVD em Angola.

    Contudo, devo confessar que ainda sinto saudades da voz de Joelma editada como no DVD de 10 anos, em que ouvíamos um aspecto bem ao vivo, de microfone, de natural. Apesar disso, a voz de Joelma foi bem editada no DVD, não passando despercebidos alguns erros. Devo aplaudir também a edição que finalmente deixou Joelma falar entre a passagem dos blocos, coisa que não víamos há muito. Relembro que a última vez que, de fato, ouvimos Joelma falar com o público no DVD foi no de Manaus

    Nas imagens, a questão é um pouco diferente. A bela história profissional de Caco Souza trouxe imagens diferenciadas ao DVD. A forma de filmar é diferente de tudo que vimos em trabalhos anteriores da banda, com imagens mais fluidas, mais livres, câmeras a balançar, além de captações mais aproximadas de Joelma e Chimbinha, além de ângulos mais orgânicos e menos engessados. O trabalho é de aplaudir de pé. As imagens captadas através dos dronnes, aqueles pequenos objetos voadores, deram um grande destaque no trabalho e enriqueceram ainda mais o entendimento do show.

    Contudo, não podemos deixar de frisar erros banais em edição de vídeo. Por conta dos fãs que pisotearam parte do cabeamento de imagens no início do show, regravaram todo o primeiro bloco e isso fez com que a edição tivesse mais trabalho para cortar imagens do show que começou à tarde e entrou pela noite. A cartada foi pegar a batida da bateria e mesclar com a imagem na transição entre "Dançando Calypso" e "Meu novo amor". Poderia ter sido natural, mas infelizmente este ocorrido fez com que a edição precisasse entrar em ação.

    Alguns pequenos truques que poderiam ter sido mascarados pela edição, não foram. A banda sempre usou imagens aéreas, mas desta vez pegaram no momento certo da música em questão. Nos trabalhos anteriores, a Calypso abusava de imagens aéreas desconexas à faixa que estava tocando realmente na hora do show. Desta vez, pelo menos, usaram imagens aéreas corretas. Exceto em alguns momentos, como na participação da Calcinha Preta, em que usam imagens aéreas de um momento diferente da música e fica totalmente perceptível. Ou quando Joelma grita "vai" em algumas músicas e a edição mostra claramente que esqueceram de remixar a parte.

    Como já falei anteriormente, a ausência de câmeras laterais prejudicou bastante as passagens em que Joelma se dirige para tal área do palco, fazendo o foco ir para outras áreas do show. O menu do DVD é uma edição que também decepciona. Faltou mais glamour, mas reflete o mesmo trabalho realizado na capa e na contra-capa. Falando em glamour, seria bom termos explicações de o porquê das imagens do DVD não ser em HD, o que atrapalhou e decepcionou bastante quando o assisti. Muitas partes trazem imagem ruim e que poderiam ter sido muito melhores se o DVD tivesse saído em HD e até mesmo em Blu-ray.

    Com relação aos extras, esperava-se bem mais do making-of, que se resumiu a imagens rápidas da coletiva de imprensa com os fãs, da montagem do palco e pequenos trechos de entrevistas com as participações especiais do DVD. Esperava depoimentos de Joelma e Chimbinha falando de todo o preparo do DVD, ensaios, processo de criação e muito mais. Além do making-of, os extras trazem o flashmob com os fãs na Praça do Relógio, em Belém, da música "Na batidinha da Calypso".
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Figurinos foram um show à parte no DVD de 15 anos. (Foto: reprodução/R7)

Figurinos

    Joelma acertou em todos os figurinos neste DVD. Cada um com sua particularidade, vimos um show a parte para as vestimentas da loira, que foi do regional ao tecnológico para brindar os 15 anos da banda em cada um dos blocos do show.

    Abusando dos babados, Joelma utilizou em tons pastéis um figurino de renda no primeiro bloco que já lembra as regionalidades do local escolhido para a gravação do DVD. Para ressaltar as curvas e a boa forma da loira, além de chamar atenção para o quente do bloco, a loira abusou de um macacão dourado com toques em preto no segundo bloco. No romântico, a loira trouxe novamente a retirada de peças com um vestido vermelho de calda preta, desmontável a um vestido curto prateado. O cabelo, no entanto, foi repetido do último DVD e poderia ter sido inovado neste. Ainda acredito que Joelma não precisa de megahair para cantar o romântico, podendo deixar o cabelo mais natural ou apenas com um jeito mais formal.

    Para homenagear o Norte, a loira trouxe um outro figurino de babados, desta vez ainda mais característico da região, com tom verde, araras bordadas e ombreiras espetantes. No carimbó, um lindo vestido branco com bordados coloridos de flores deixaram a loira ainda mais um encanto, assim como o figurino dos dançarinos na abertura do show. Para terminar o show, mais um figurino com babados, menores desta vez, em tons que brilhavam no escuro, em tons azuis.

    O figurino agradou bastante e fizeram disso um show a parte no trabalho da banda.

Projeto infográfico

PictureMenu do DVD 'Banda Calypso - 15 anos'. (Foto: Portal Calypso)
    Confesso que gostei do trabalho da parte gráfica. A capa, apesar de ter um fundo escuro e de ter tido fotos bem melhores a serem postas, a arte final não chega a ser desagradável. Na contra-capa, acredito que poderiam ter explorado bem mais o conteúdo de fotos, chegando a ter sido desprezível tanta foto que foi tirada no dia da gravação. Contando apenas com uma foto em Joelma no primeiro plano e Chimbinha resguardado atrás, as faixas amarela e rosa tomam praticamente todo o espaço da contra-capa, que ainda divide espaço com a listagem das músicas do DVD. Apesar disso, o projeto infográfico do novo trabalho não decepcionou. Internamente, idem. Os folhetos do DVD trazem pouquíssimas fotos e mais informações técnicas.

Conclusões e notas finais

    O novo DVD da Banda Calypso veio salvar os últimos trabalhos ao vivo da banda. Mesmo com pequenos erros de áudio e vídeo, o DVD não decepciona. Da estrutura e do cenário ao repertório, passando pelas participações e pelo figurino, Joelma e Chimbinha acertaram em cheio nesse novo trabalho, que já nasceu do sucesso do último CD do grupo, "Vibrações".

    Este é um DVD que veremos muitas vezes e terá sua imagem muito mais marcada do que os anteriores. Confesso que só assisti a uma vez os DVDs em Angola e no Distrito Federal, porque não sinto saudades dos mesmos. De uma vez ou outra, escuto-os. Contudo, o DVD de 15 anos tem aquela chama, né? Ele sempre faz com que o escutemos, diariamente. Em uma semana, já o vi mais que todo esse tempo dos DVDs anteriores.

    A carreira da banda já estava precisando de um trabalho tão bem feito e bem produzido como esse. Há muito eu torcia por isso, pelo retorno às origens, pelo calipso dominando novamente o ritmo que leva seu nome até mesmo no cerne da banda. Parabéns a todos os envolvidos nesse trabalho que, merecidamente, marca a história da banda.
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Vinícius Rodrigues É estudante de Arquitetura e Urbanismo, fascinado pelos estudos, leitura e escrita. Idealizador do Portal Calypso. Música boa não tem limite, principalmente tratando-se de Calypso. Filmes e séries são paixões complementares.
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Instagram: vini.srodrigues
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<![CDATA[Por que Joelma não dança mais como antes?]]>Fri, 24 Oct 2014 21:36:38 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/por-que-joelma-nao-danca-mais-como-antes
    Há algum tempo eu queria escrever sobre as performances de Joelma, ultimamente, no palco. Serei direto e breve, sem rodeios. A pergunta-título deste post é clara e evidente, já que muitos fãs têm se perguntado e notado, tristemente, por quê Joelma não dança mais como antigamente.

    Para ilustrar esse post, vamos analisar dois vídeos e eu quero que vocês sejam sinceros com vocês mesmos. Observem a performance de danças de Joelma no vídeo de "Estrela Dourada" em 2006 e da mesma música em um show realizado em março de 2014. Observem:

    Viram? Há muito tempo Joelma vem assim em palco. O principal motivo, acredito, seja a idade. Em 2006, a loira da Calypso estava nos primorosos 32 anos, auge da banda e com muita garra para dançar em todas as batidas da bateria; em 2014, 8 anos depois, a loira entra na era dos 40. 8 anos, para muitos, pode ser pouco, mas nosso corpo muda bastante e o cansaço físico para a rotina que o casal frequenta há 15 anos é, realmente, de se justificar.

    Contudo, é realmente triste porque, às vezes, vejo o empenho de Joelma, atualmente, voltado para as coreografias do que para suas danças habituais nos meios da música (ou seja, nas partes não coreografadas). Antigamente, Joelma gritava "vai" com toda força, anunciava o nome da Banda Calypso com mais fervor e, hoje, viraram artigos de museu. A mesma coisa fica por conta daquele passinho do ritmo calipso, que ela faz em várias músicas do gênero, mas hoje não faz mais (aquele passinho de dançar com uma perna indo para trás da outra e, depois, geralmente, a loira dava um giro). Por falar em giros, podem perceber que, atualmente, é o que Joelma mais faz sobre o palco: dá uns giros lentos, meio que lembra um arrocha, com passos lentos e que, às vezes, parecem preguiçosos. Basta observamos, nos vídeos acima, a parada da bateria na música e como ela joga o cabelo no ano de 2006 e agora em 2014.

    Eu espero que o DVD de 15 anos inove também nesse sentido. Que Joelma possa refletir sobre suas ações em palco e traga de volta aquele jingado de seu corpo, que balançava em cada nota das músicas, porque, sim, Joelma para mim continua sendo uma das pouquíssimas cantoras brasileiras que sabem cantar e dançar simultaneamente. Não bastamos ir longe para conferir isso: basta compararmos as mesmas músicas de alguns anos atrás com as de atualmente.
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<![CDATA[Vibrações positivas para o novo CD da Calypso]]>Sat, 23 Aug 2014 20:32:59 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/vibracoes-positivas-para-o-novo-cd-da-calypso
 
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    Ele está aí! Mais um filho da Banda Calypso nasceu e está prestes a invadir as prateleiras das mais variadas lojas de música no país. Claro, isso a depender da distribuição que o disco tenha, o que nos últimos tempos não tem sido muito uniforme, já que eu ainda não comprei o CD "Eternos Namorados" porque não tem na cidade! OK. Isso é outro assunto que poderemos explorar depois.

    Mas, o fato é que Joelma e Chimbinha mostraram ao público o seu 21º CD de estúdio, lançando grandes vibrações positivas para o novo CD do grupo. E parece que dessa vez o casal acertou. As últimas puxadas de orelha no casal, vindas de diversos fãs, parece ter surtido um pequeno efeito nesse que é o trabalho mais curto já lançado pela banda. É até notadamente visível que o novo CD do grupo parece ter vindo apenas para completar o repertório do próximo DVD da Calypso. passando-nos a impressão de um "trabalho rápido".

    O novo CD vem intitulado com a que parece ser a próxima música de trabalho do grupo, "Vibrações". A música traz um ritmo clean que encanta (ou melhor, suaviza) os ouvidos. A música tinha tudo para ser aquelas músicas-chiclete, mas uma letra bem cadenciada, ritmada e romântica traz uma suavização carismática para a faixa. O ritmo que traz certa mistura entre um reggae leve e um mais agitado, que pode lembrar (mesmo que de longe) as batidas de "Xonou, Xonou", foi certo para o conteúdo da música.

    Com 10 músicas, o ponto mais alto e esperado pelos fãs (ou, pelo menos, para mim) era a presença de músicas que resgatassem o calipso esquecido pelo grupo nos últimos trabalhos, desde o "Eternos Namorados" (que só contou com 2 faixas no ritmo - a citar, "The End" e "Eternos Namorados"). Sim, felizmente o casal trouxe o ritmo calipso de volta e, confesso, todas com potencial para entrarem no próximo DVD (e torço por isso!) e até mesmo a serem músicas de trabalho num futuro não muito distante.

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   Se "Vibrações" traz uma atmosfera clean agradabilíssima, não posso dizer o mesmo de "Na batidinha do Calypso", que foge totalmente a qualquer outro estilo que a banda já tenha praticado neste caldeirão que investiu nos últimos anos. Pelo que vi, a faixa, infelizmente, tem ganhado adeptos e olho com tristeza que uma música (se é que podemos chamá-la assim) daquela possa ser agradável ao ouvido de alguns. Gosto é gosto, não é mesmo?

    Mas, se por um lado a batidinha incomoda,
"Vamos ficar de bem" conquistou o público, sem espaço ou tempo para discussões ou arrodeios. A música, além de trazer o gostoso ritmo do calipso, também preza por uma composição que mescla, homogênea e cadenciadamente, arranjo e letra. A faixa traz grande força no gênero e acredito que disputa vaga das favoritas entre todas as faixas do CD.

    "Meu novo amor" foi a segunda faixa a vazar na internet, logo depois de "Vibrações". Apesar da letra repetitiva e do toque, por vezes, enjoativo, a música é boa e não decepciona. Traz o calipso de origem e ainda nos leva por tons que sentíamos falta no som da banda e na voz de Joelma. "Pra mim valeu" é a outra faixa em ritmo calipso que também honra o ritmo, com arranjo e letra cadenciados e de grande capacidade de estar no DVD de 15 anos do grupo. É uma música com potencial disponível para ser trabalhado. Só basta a banda querer.

    Na ala romântica, a partir da sexta faixa temos uma mescla de ritmos românticos que também agradam. "A saudade bateu", "Como eu te amei" e "Estrela do meu show" dão um show à parte no quesito romântico, mas sem muitas novidades no ritmo que a banda apresentou nos trabalhos anteriores. "Estrela do meu show", inclusive, mescla o romântico de uma batida que lembra "Não posso negar que te amo" ou "Quem ama não deixa de amar" com o calipso no refrão. Nota 10!

    Já "Desculpas" é uma faixa incomum ao ritmo trazido pela Calypso, ficando totalmente no piano. A faixa é melancólica e, apesar da sonoridade repetitiva, a letra foi bem composta. E, para fechar o disco, a faixa gospel "O dobro da porção" tem qualificação autossuficiente para adentrar ao repertório do próximo DVD do grupo, perfazendo-se, ao meu ver, uma das melhores canções gospel já apresentadas pela banda.

    O novo disco é pequeno, mas é durável. Diferente do "Eternos Namorados", em que as regravações faziam com que eu pulasse as faixas e, por isso, o CD se tornasse curto, em "Vibrações" eu sinto que, apesar do número reduzido de faixas, ouvi tudo que o trabalho tinha a me oferecer, já que as faixas foram bem preparadas. O retorno do calipso, mesmo que de maneira tímida, foi satisfatório e tem tudo para que em próximos trabalhos volte com ainda mais força.

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    Com relação à infografia, no entanto, o novo disco pecou 100%. A capa e a contra-capa em nada agradam, perpassando a imagem de um trabalho que parece ter sido feito às pressas e por um "profissional amador", se é que ambas as palavras podem ser ditas juntas. De todos os trabalhos infográficos já realizados pelas equipes responsáveis na banda, o do CD "Vibrações" é, senão, o pior. A capa não conversa com o estilo do CD e a montagem revela mau gosto e má edição, amadorismo que, infelizmente, "mancha" o disco. A boa imagem deveria ser preservada, não? Infelizmente, pisaram na jaca quanto ao conjunto e a esse quesito.

    Se a banda souber trabalhar bem o novo disco e inserí-lo quase que completamente no próximo DVD comemorativo de 15 anos, podemos ter a certeza que será um dos melhores trabalhos que a banda já realizou em âmbito de composição e arranjos desde o volume 14, um dos últimos melhores trabalhos do grupo. Dependendo de como a banda reagir quanto à divulgação do trabalho, as vibrações positivas já virão da própria qualidade do disco, cabendo aos fãs e ao público em geral desfrutar de um trabalho com gostinho de quero mais.

Notas

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<![CDATA[Da Banda Calypso independente à falta de inovação]]>Sat, 19 Jul 2014 15:18:15 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/da-banda-calypso-independente-a-falta-de-inovacao
 
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    O caminho do sucesso para esses dois foi inegável. Para os fãs da Banda Calypso, que conhecem bem a história do casal, a trajetória conquistada por Joelma, Chimbinha e todos os músicos do grupo que viria a se chamar Calypso naquele 1999 é de ser aplaudida de pé.

    Um dos fatores que foram primordiais para a conquista do sucesso e que deu realmente o toque diferente à carreira de sucesso da Banda Calypso foi a independência do grupo. Desde o início, Joelma e Chimbinha sempre encabeçaram todo o trabalho jurídico e administrativo relacionado à Calypso. Sim, eles eram literalmente donos e empresários de um grande negócio.

    O mercado da música nunca foi fácil e em pleno ano 2000 ter um nome no cenário musical brasileiro também não era para qualquer um. O fato é que Joelma e Chimbinha, além de muita batalha e perseverança, contaram com a sorte e a fé, que os levaram, de boca a boca, do Norte ao Sul do país. Com vários CDs adesivados "Calypso Produções", a banda conquistou literalmente o público brasileiro, tendo seu auge entre nos anos de 2004 (com o lançamento do CD volume 4 - sucesso como "Pra te esquecer" - e depois o DVD "Ao vivo na Amazônia") e 2008 (com os estouros dos CDs volume 6 e volume 8).

    A banda parecia não ter mais para onde crescer. O estouro foi tanto que nem mesmo os fãs acreditavam o que poderia acontecer ainda mais na carreira da Banda Calypso para que seu sucesso fosse ainda maior.

    Contudo, o passar do tempo, o aumento do sucesso e também o aumento dos lucros começaram a permear na cabeça, principalmente, dos fãs (que acompanham diariamente os passos do casal e de todo o grupo), fazendo com que certas características desenvolvidas na banda fossem postas em xeque. Ou melhor, fossem alvos de mudanças. Estamos falando de equipe. Sim: equipe.

    Por ser uma banda independente, a Calypso nunca precisou de uma gravadora para lançar seus discos e realizar seus trabalhos de gravação e vendagem, o que acontecia de forma própria. Além disso, o "casal empresário" nunca teve um olhar adiante (talvez fruto da própria vocação de ambos, que são músicos). A Banda Calypso, em seus 15 anos de estrada, nunca inovou no quesito de equipe no tocante a ter, por exemplo em seus DVDs, uma equipe que orientasse Chimbinha na organização do palco, na infraestrutura, na tecnologia, no investimento. A palavra-chave é investimento. Com tanto dinheiro ganho, vê-se pouca inovação no campo do investimento na Banda Calypso.

    Recentemente, li um debate entre fãs em que era praticamente unânime a opinião entre tais: a Calypso nunca soube investir o dinheiro ganho em elementos que dão um ar novo ao grupo e, principalmente, um ar de esperanças de mais sucesso aos fãs. A prova disso são os últimos lançamentos do grupo, que deixou de ser independente e agora tem uma distribuidora por trás das vendas de seus trabalhos. Os DVDs sempre podem ter um toque a mais. Não é porque entregou-se o palco do São João do Cerrado como ele estava que a banda não poderia mexer. Pode sim! E é só querer. Vemos artistas com pouquíssimo tempo de carreira com trabalhos belíssimos, dignos de grupos ou artistas de mais de anos de carreira! É frustrante!

    Eu, enquanto fã, sinto que aquela famosíssima Banda Calypso não é mais a mesma Banda Calypso; aquela banda de três casais de dançarinos que rodopiavam e dançavam sem parar, fazendo as coreografias apenas nos momentos no vocals; aquela banda do ritmo calipso, que gerava, em seu próprio nome, o ritmo que a levou ao sucesso; hoje, é a banda do bachata e dos ritmos 'sai do chão'; cadê aquela Joelma que dançava no ritmo da bateria, puxando uma perna e depois a outra para trás, balançando no ritmo gostoso do calipso? Hoje, é a Joelma dos giros e do arrocha, do balanço do quadril em poucos passos de dança.


    O que falta, realmente, é o chamado (e famoso) espírito inovador. Chimbinha tem que começar a olhar (ou começar a consultar) as questões por lados mais experientes. O DVD de 15 anos vem aí e todos esperam um grande espetáculo, digno de uma banda que há 15 anos vem mostrando que seu sucesso não é, de longe, passageiro. É uma banda duradoura e que já confeitou todo o bolo. Agora, só falta a cereja.

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<![CDATA[Vem aí mais um CD de misturas]]>Fri, 04 Jul 2014 23:27:48 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/vem-ai-mais-um-cd-de-misturas
 
PictureCalipso é o ritmo esquecido pela banda nos últimos CDs. (Foto: divulgação)
 Quem acompanha o Portal Calypso já deve estar bem abastecido com tamanhos apelos que nossa equipe já realizou com relação aos ritmos tocados ultimamente pela Banda Calypso.

    A questão, mais uma vez, retorna no âmbito de que o grupo já vem, há 1 mês, trabalhando no próximo CD de estúdio da banda e confesso que sempre que a Calypso anuncia algo relacionado, um sintoma de preocupação toma conta de mim.

    O fato é que os fãs já sabem que o grupo vem optando por ritmos diferenciados e vem aí, de novo, mais um CD de misturas. O verdadeiro ritmo compassado da bateria e os sons envolventes da percussão do calipso originário foi esquecido e colocado para escanteio, já que estamos em plena Copa do Mundo. No campo da Calypso agora, infelizmente, prevalecem ritmos mais agitados ou voltados para melodias mais metódicas, como o bachata.

    É, amigos, o bachata vai retornar nesse CD. Para muitos, a experiência com o CD "Eu me rendo" foi válida, mas deveria ter parado lá mesmo. Em entrevista, Chimbinha afirmou que o ritmo deu certo e que duas composições nesse estilo estarão entre as 10 faixas que deverão compor o novo disco da banda.

    Já ouvimos também um ritmo que envolve reggae e um estilo mais animado, aos modos de "Brinquedo Velho" ou até mesmo que lembra "Xonou, Xonou". Essa é a "pegada" da Calypso, que deixou o ritmo sinônimo da banda para dar lugar a tais músicas.

    Vamos aguardar e conferir esse novo CD, ainda sem data de lançamento, mas que servirá de base para o repertório do DVD de 15 anos, a ser gravado em novembro, no Pará. Ah, e por favor, que resgatem o calipso, porque foi assim que o casal conquistou o Brasil e foi assim que o sucesso chegou aos quatro cantos do país. Sem mencionar as fronteiras para além da terra brasilis.

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<![CDATA[O que podemos esperar para o DVD de 15 anos]]>Sat, 12 Apr 2014 18:08:14 GMThttp://portalcalypso.weebly.com/analisando/o-que-podemos-esperar-para-o-dvd-de-15-anos
 
 Olá a todos os fãs e internautas! Chegamos com mais um artigo para a coluna "Analisando", desta vez falando do que podemos aguadar como surpresas para o DVD de 15 anos da Banda Calypso.

 Pois bem. Nas últimas semanas, viemos acompanhando as várias notícias e repercussões a respeito da gravação do próximo DVD da Banda Calypso, o 8º de carreira e que vem mexendo com a animação dos fãs há alguns meses.

 Como muitos já sabem, a Banda Calypso completará 15 anos de carreira em junho. Para comemorar a data icônica, Joelma e Chimbinha anunciaram aos fãs que está garantida uma grande festa (o baile de debutantes) na cidade que eles levam no coração: Belém, no esplêndido Pará. A cidade, claro, não é à toa: após muitas críticas pelo fato de os 10 anos não terem sido comemorados na cidade que levou o nome da banda ao Brasil, desta vez não poderia ser outra cidade senão a capital paraense para receber a festa de 15 anos do grupo.
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 E as surpresas já começam desse fato. O novo DVD da banda terá um grande cenário ao seu redor, já que o local escolhido para a gravação foi a recente obra do Portal da Amazônia, uma orla em Belém.

 A riqueza natural do próprio estado e da própria região, com certeza, terá um relance nas imagens do DVD. E assim esperamos.

 Não sei como o fato se passa na cabeça dos outros fãs da banda, mas na minha vem uma grande estrutura para a gravação desse DVD comemorativo. Prevejo que a estrutura, tamanho do repertório e surpresas com relação ao andamento do show sejam semelhantes ao que vimos no show do DVD de 10 anos. Neste, a banda trouxe um cenário de LEDs inovador, com telas em alta definição, elevadores que trouxeram e levaram Joelma e Chimbinha num trajeto bastidores-palco, como também fomos surpreendidos por efeitos pirotécnicos de fogo e serpentina.

 O mesmo deve ser esperado para o DVD de 15 anos. A proposta, como partiu da própria banda, deve ser inovadora e de grande investimento por parte da própria Calypso. O palco deve garantir um bom espaço e trazer, além de uma estrutura de porte, no mínimo, médio, elementos tecnológicos que façam parte de todo o conjunto da cenografia.

 O repertório também deve vir semelhante ao que vimos no DVD de 10 anos, mas acredito que venha menos recheado de músicas antigas. Acredito, sim, que a banda trará as recordações mais famosas, mas priorizará as faixas antigas que ainda não foram trazidas em DVDs anteriores. Então, pode ser que iremos ouvir e ver "Dançando Calypso", "A lua me traiu", "Acelerou", "Tchau pra você" e outros grandes sucessos de renome da banda, mas os fãs também esperam que o grupo traga canções como "Gamei", "Apareça meu amor", "Brinquedo velho" e até mesmo canções mais antigas, como "Estrela Dourada", "Vendaval", "Brega Fó", "Solidão", "Gringo Lindo", entre outras. Músicas do DVD em Goiânia também vem sendo testadas nos últimos shows do grupo; logo, não será surpresa se vermos "Arrepiou", "A chave perdida", "Bye" e outras faixas no novo DVD da banda. Espera-se também por canções como "Beija-flor", "Eternos Namorados", "Rosa Branca", "SOS", "Não, não vá", entre outras "esquecidas".

 A minha aposta também fica por um repertório que mescle tudo que foi dito anteriormente, além de um bloco romântico que, acredito, venha mais curto que o DVD de 10 anos, mas bem mais aproveitável no quesito de repertório, com menos pout-pourris e mais canções.

 Além disso, teremos que lidar com o fato de que a banda prepara um novo CD de inéditas e que de parte desse repertório virão músicas desse novo trabalho. Guardaremos o fato de a banda optar por um novo disco para outra matéria, mas de antemão quero já deixar meu apelo para que este CD venha inteiramente disposto como víamos a Calypso em CDs como o volume 6, 8 e 10, com mais músicas ao estilo do ritmo calipso.

 Com relação ao público, não preciso falar muito porque os fãs por si só já nos trazem como deverá ser a animação no dia da gravação. Os fãs paraenses, com certeza, representarão os fãs de todo o país em um DVD que promete (e eu realmente espero) ser um dos melhores do grupo. Espero, realmente, que ele traga toda a atmosfera que os fãs esperam desde o DVD de Angola, quando os fãs ficaram extremamente decepcionados com fatores já apresentados aqui.

 O que esperamos realmente do novo DVD da banda é que ele seja realmente a cara do grupo nesses 15 anos. Que traga alegria, dança, coreografias, surpresas e belas imagens de uma banda que se consolidou no cenário musical do país e fora dele. Simbora comemorar 15 anos juntos!

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